Eu não merecia
Assumir total responsabilidade por todas as coisas que acontecem em nossa
vida, incluindo sentimentos e emoções, é um passo decisivo em direção a nossa
maturidade e crescimento interior.
A tendência em acusar a vida, as pessoas, a sociedade, o mundo enfim, é tão
antiga quanto o gênero humano; e muitos de nós crescemos aprendendo a
raciocinar assim, censurando todos e tudo, nunca examinando o nosso próprio
comportamento, que na verdade decide a vida em nós e fora de nós.
Assimilamos o ―mito do vitimismo‖ nas mais remotas religiões politeístas,
vivenciadas por todos nós durante as várias encarnações, quando os deuses
temperamentais nos premiavam ou castigavam de conformidade com suas decisões
arbitrárias. Por termos sido vítimas nas mãos dessas divindades, é que passamos a
usar as técnicas para apaziguar as iras divinas, comercializando favores com
oferendas a Júpiter no Olimpo, a Netuno nas atividades do oceano, a Vênus nas
áreas afetivas e a Plutão, deus dos mortos e dos infernos.
Aprendemos a justificar com desculpas perfeitas os nossos desastres de
comportamento, dizendo que fomos desamparados pelos deuses, que a conjunção
dos astros não estava propícia, que a lua era minguante e que nascemos com uma
má estrela.
Ainda muitos de nós acreditamos ser vítimas do pecado de Adão e Eva e da
crença de um deus judaico que privilegia um povo e despreza os outros, surgindo
assim a idéia da hegemonia divina das nações.
As pessoas que acreditam ser ―vítimas da fatalidade‖ continuam a apontar o
mundo exterior como culpado dos seus infortúnios. Recusam absolutamente
reconhecer a conexão entre seus modos de pensar e os acontecimentos exteriores.
São influenciadas pelas velhas crenças e se dizem prejudicadas pela força dos
hábitos, pelas cargas genéticas e pela forma como foram criadas, afirmando que
não conseguem ser e fazer o que querem. Não sabem que são arquitetos de seu
destino, nem se conscientizam de que o passado determina o presente, o qual, por
sua vez, determina o futuro.



e realmente o equilibro e importante para ser mos feliz.
ResponderExcluirque imagem iteres ante
Penso que se durante séculos aprendemos a nos abandonarmos sem nunca escutarmos a nossa voz interior-a alma- muitos de nós teremos dificuldades de assumirmos nossa real condição ou mesmo descobrir-mos quem realmente somos.É algo novo para a maioria de nós e por isso muitas quedas deverão acontecer mas se contarmos com pessoas embuídas desse sentimento fraterno que os anima certamente nosso trilhar por esse caminho será mais suave e é certo que haveremos de conseguir.Por isso continuem os que se adiantam em qualquer trilha levam consigo o "Farol" que iluminará o caminhar dos retardatários.Que Deus os abençoe
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