encontramos muitos pais induzindo os filhos à culpa: ―Você ainda me mata do
coração!‖, tática muito comum para manter sob controle uma pessoa rebelde; ou
dos filhos que aprenderam a tramóia da culpa, para obter aquilo que desejam: ―Os
pais de minhas amigas deixam elas fazer isso‖.
Culpar não é um método educativo, nem tampouco gerador de crescimento,
mas um meio de induzir as pessoas a não se responsabilizar por seus atos e
atitudes.
Em muitas oportunidades encontramos indivíduos que teimam em culpar os
outros, acreditando ser muito cômodo representar o papel de injustiçados e
perseguidos. Colocam seus erros sobre os ombros das pessoas, da sociedade, da
religião, dos obsessores, do mundo enfim.
No entanto, só eles poderão decidir se reconhecem ou não suas próprias
falhas, porque apenas dessa forma se libertarão da prisão mental a que eles mesmos
se confinaram.
Dar importância às culpas é focalizar fatos passados com certa regularidade,
sempre nos fazendo lembrar de alguma coisa que sentimos, ou deixamos de sentir,
falamos ou deixamos de falar, permitimos ou deixamos de permitir, desperdiçando
momentos valiosos do agora, quando poderíamos operar as verdadeiras bases para
nosso desenvolvimento intelecto-moral.
―Ninguém que lança mão ao arado e olha para trás é apto para o reino de
Deus‖.
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Olhando para trás, a alma não caminha resoluta e, conseqüentemente, não se
liberta dos grilhões do passado.
Todos nós fomos criados com possibilidades de acertar e errar; por isso,
temos necessidade de exercitar para aprender as coisas, de colocar as aptidões em
treino, de repetí-las várias vezes entre ensaios e erros.
A culpa se estrutura nos alicerces do perfeccionismo. Alimentamos a idéia de
que não seremos suficientemente bons se não fizermos tudo com perfeição.
Esquecemo-nos, porém, de que todo o nosso comportamento é decorrente de
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Lucas 9:62.

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