
nossa idade evolutiva e de que somos tão bons quanto nos permite nosso grau de
evolução. A todo momento, fazemos o melhor que podemos fazer, por estarmos
agindo e reagindo de acordo com nosso ―senso de realidade‖. O ―arrependimento‖
resulta do quanto sabíamos fazer melhor e não o fizemos, enquanto que a culpa é,
invariavelmente, a exigência de que deveríamos ter feito algo, porém não o fizemos
por ignorância ou impotência.
A Divina Providência sempre ―concede ao homem a faculdade da reparação
e não o condena irrevogavelmente‖. Não há, razão, portanto, para culpar-se
sistematicamente, pois ele será cobrado pelo ―muito‖ ou pelo ―pouco‖ que lhe foi
dado, ou mesmo, ―muito se pedirá àquele que muito recebeu‖.
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Assevera Paulo de Tarso: ―a mim, que fui antes blasfemo, perseguidor e
injuriador, mas alcancei misericórdia de Deus, porque o fiz por ignorância, e por
ser incrédulo‖.
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Tem-se, dessa forma, um ensinamento claro: a culpa é sempre
proporcional ao grau de lucidez que se possui, isto é, nossa ignorância sempre nos
protege.
Não guardemos culpa. Optemos pelo melhor, modificando nossa conduta.
Reconheçamos o erro e não olhemos para trás, e sim, para frente, dando
continuidade à nossa tarefa na Terra.
Lucas 12:48.

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